A Cebola e a Iniciação

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O que é a iniciação e o que tem que ver com uma cebola?

O sentido da palavra “iniciação” e simples. É enxergar os inícios das coisas.os seus começos, os seus pontos e contextos de partida. Mas o significA Cebola Iniciáticaado que atribuímos a “iniciação” parece muito além do cotidiano. Para quem não recebeu iniciação não sabe o que é, na real.

Tardei muito tempo em entender que as palavras tem um significado que recebemos da nossa ampla programação cultural, e logo tem um sentido ligado com realidades muitas vezes esquecidas ou ignoradas como referencias para o nosso entendimento. Um passo essencial nos caminhos iniciáticos é ir à essência e à presencia das coisas, às suas realidades e não só ficar tecendo descrições do mundo sobre descrições desligadas da realidade.

Passei anos com três amigos indígenas Cheienes nos Estados Unidos que falavam perfeitamente o inglês. Passávamos muito tempo juntos. Eles não tinham o jeito de falar só para falar. No nosso tempo juntos partilhávamos muito silencio e muitos cantos. Por primeira vez conheci a pessoas para quem a vida era realmente interessante. TODA a vida. Caras capazes de se sentar frente a um lixeiro no meio de uma cidade, por exemplo, e com a senha da linguagem das mãos me dizer silenciosamente “Olha” e esperávamos tal vez 20 minutos e de repente saia um insecto colorido e maravilhosamente belo daquele lixeiro. E com eles a vida era VIDA-com-sentido. Não a ideia da vida, não a adoção de alguma “filosofinha da vida”; a VIDA no pleno mistério pulsátil das suas realidades.

Se num dia todo tivéssemos uma conversa falada, eram conversas duma qualidade que ainda me aportam entendimento mais de trinta anos depois. Mas sempre tínhamos conversas de cantos e silêncios conectados, partilhados. Me mostraram uma sensibilidade muito desenvolvida para a vontade dos outros e para à sua atenção.

Um dia estávamos conversando e o mais velho me disse:

“É muito difícil falar com as pessoas ditas ‘modernas’ porque não falam com sentido. Só opinam. Não escutam, só perguntam.”

Eu não entendia o que ele me estava dizendo. Ele seguiu:

“Falam das suas ideias sem parar e enxergar a natureza das coisas das quais dão tantas opiniões ou das quais perguntam. Nem entendem que a maioria das suas perguntas já tem as suas respostas nelas. Mas não se escutam. Procuram a ‘ideia correta’ e perguntam se a sua ideia é ‘correta’ para nos ou si nós ‘acreditamos’ na mesma coisa. Logo perguntam o que nós acreditamos, a nossa maneira de ver ao mundo.

A nossa maneira de ver ao mundo é muito simples: O PRIMEIRO PASSO É ABRIR OS SEUS OLHOS!

Essa é a maneira de ver ao mundo. Sem isso você não está vendo ao mundo. É muito esquisito para nos que os modernizados não entendam o sentido do seu próprio idioma. Falar, para nos, implica falar com sentido. Falar é consequente. A pessoa que fala sem sentido é doente ou é alguém procurando te manipular, te encaminhar em trilhas que levam a armadilhas. Além do que você pode pensar que uma palavra signifique, cada palavra tem um sentido. Todos estamos numa realidade. O sentido de uma palavra refere a coisas num mundo real e não só a conceitos tecidos de conceitos e de opiniões recebidas das coisas. Para nos ser adulta e se habilitar para ter uma relação própria e um entendimento próprio com a realidade. Não é adotar crenças ou conclusões alheias. Tampouco é opinar. É se relacionar com una realidade na qual todos os nossos atos são consequentes, não só para nos, mas para muitas gerações no futuro. Não é todo mundo ter a sua própria opinião, como com vocês. É cada um abrir seus próprios olhos e prestar a sua própria atenção. Daí você vai ter um povo livre porque cada pessoa é responsável. É dizer, cada pessoa tem a habilidade de dar uma resposta própria à realidade. É uma questão da nossa capacidade de realmente prestar atenção e ter conhecimento próprio com a realidade. Se você realmente quer entender uma pessoa indígena primeiro você tem que aprender a falar o TEU próprio idioma COM SENTIDO, falar desde a tua experiência na realidade e não só opinar sobre opiniões que você recebeu.”

Foi a primeira vez que alguém me indicou que falar com sentido seja outra coisa do que falar do que eu opinava ou acreditava, que tinha possibilidade de falar desde a realidade e não só desde a opinião. Que a vida tem realidades e que estamos aqui EM essas realidades. Os nossos atos e palavras podem responder a estas realidades ou ignorarão e estragarão elas por completo. Só com enxergar ao nosso redor e ao nosso interior vamos entender o impacto que estamos tendo com as nossas realidades.

Pouco imaginamos que os significados atribuídos às palavras no seu uso comum sejam diferentes do sentido etimológico delas(do Grego etymos– verdadeiro, à sua vez derivado do Indo-europeu esse que indica ser, realidade, e lógico: pensamento, palavra). O sentido verdadeiro das palavras que usamos se acha no seu chamado à nossa atenção com os nossos sentidos para descobrir a natureza do que falamos nas suas realidades. É dizer: o sentido das palavras se acham na realidade que apontam e não só numa ideia desligada da realidade. O ver-dadeiro precisa de uma disposição para ver.

Quando ensino sempre digo: “As minhas palavras não são verdade. Você é a verdade. Você é uma ver-dade viva dentro de verdades na realidade. O valor de estas palavras se acha só na hora de cada um de nos ver, tocar, e apreciar a verdade da realidade que somos e que habitamos.”

O ditado chines diz:

“Quando o sábio aponta a lua o bobo fica examinando o dedo.”

Passei muito tempo como bobo destes. Mas pensava que era muito sábio porque virei experto em vários dedos que apontavam à lua. Nunca imaginei que depois de “ser iniciado” ainda faltava “ir aos inícios das coisas, às suas realidades.” Levar a atenção aos inícios das coisas só pode ser feito por se mesmo.

É como aquele ditado:

“Você pode levar ao cavalo à água mas você não pode fazer ele beber.”

A iniciação é a ação de ir ao início das coisas, nas suas realidades ver-dadeiras, suas formas, cheiros, texturas, sabores, sons, cores e mutações. Um iniciado real-izado é uma pessoa que desenvolve as suas capacidades de se interessar nas coisas mais simples e de descobrir e conectar com as suas naturezas novamente, como verdadeiro iniciante, principiante. Aí esperam as bases, os fundamentos da compreensão real: nas naturezas essenciais duma realidade viva e numa mutação constante e consequente.

Vou te dar um exemplo simples e concreto.

Você sabe picar cebola?

Qualquer um que recebeu uma formação profissional de cozinheiro teve a surpresa, nos seus primeiros dias na escola de cozinheiro, de aprender que não sabia usar uma faca, não sabia qual faca usar e não sabia picar cebola. Quase todo o mundo sente algo meio esquisito quando um cozinheiro profissional lhe diz: “A primeira coisa que você precisa aprender para ser cozinheiro e usar uma faca e picar cebola.”

Porque soa esquisito? Porque qualquer um pode pegar uma faca e picar uma cebola de qualquer jeito e quase todos fazem exatamente isso.

Dizer “Você nunca aprendeu a picar cebola” soa como piada, até como insulto. Talvez tenha uma aula com mães e pais que tem toda a vida picando cebola e cozinhando delicias para as pessoas que querem. Mas falta algo essencial, algo inicial e algo totalmente fora da consciência do 99,9% das pessoas que picam cebola todos o dias: o respeito desde a consciência, das formas e das funções de todo aquilo que transformamos em comida e de todo aquilo que usamos para fazer essa transformação, começando com a nossa natureza, o nosso esforço e energia.

Não é dizer que o aluno não saiba preparar comidas deliciosas já. Não é dizer que não tenha um monte de conhecimento sobre muitos temas de alimentação, de temperos, do que for. É só dizer que falta uma base nas coisas iniciais, no relacionamento com o que se usa para conseguir um resultado; os inícios.

Muitos dirão que não precisam aprender as coisas tão simples quando já conseguiram resultados complexos. Não precisam aprender o uso da faca e como picar cebola, para dar um exemplo, quando já sabem preparar comidas muito elaboradas.

Para a pessoa que nunca recebeu estas bases, o custo do que ignoramos – literalmente da nossa ignorancia – é invisível, desconhecido…

e o custo é constante.

 

Pagamos a nossa ignorância toda a vida e ignoramos o seu preço. Explicamos isso como “faz parte da vida.” No lugar de tomar conta do custo da nossa ignorância, vamos acreditar que aquele custo seja parte da natureza do que ignoramos e vamos chegar a todo tipo de conclusões sobre um monte de temas.

Você captou a mensagem deste último parrafo sobre a natureza e o sentido da ignorância? Quando nós ignoramos, ignoramos que ignoramos. Ou seja, a nossa ignorância, por natureza, não figura dentro do nosso “entendimento” do mundo ou de nos mesmos. Mas colocamos o custo da nossa ignorância sobre a natureza do que ignoramos, como se fosse parte de essa natureza. E a natureza mais impactada e a nossa natureza própria, pessoal e humana.

Recém estava com uma amiga quem criou três filhos sozinha e tinha toda a vida cozinhando para eles. Decidiu fazer e vender pasteis com recheio de carne moída com cebola e pimentão. Deliciosos pasteis.

Um dia estava ajudando ela a preparar um monte de recheio para um pedido muito grande. Se queixou: “Que cansativo é picar tanta cebola!”

“Eu te entendo,” disse. Tinha tempo olhando ela picar cebola e outras verduras mas eu não disse nada. Aprendi não só que os conselhos não-pedidos não são bem-vindos; até a maioria dos conselhos pedidos tampouco são muito bem-vindos. Veia que ela nunca teve quem lhe ensinasse a usar uma faca ou a picar verduras. Tinha a vida toda usando faca e picando verduras do jeito dela. Dava para preparar a comida de todos os dias e ela preparava a comida com todo coração. Uma mulher corajosa, generosa, vontadosa e sempre disposta a fazer para a gente que ama. Demorava muito na cozinha. Mas na hora de começar a preparar comida em quantidade, realmente demorava muito, igual à maioria da gente: com uma faquinha pequeninha e um perda de energia constante em todos os movimentos.

“Que posso fazer? Deveria de comprar uma maquina dessas que picam todo mas custam muito e a qualidade é ruim e não aguentam muito tempo. O que você acha?”

Quando fazemos perguntas, realmente imaginamos a possibilidade de uma resposta diferente ou estamos esperando a confirmação da nossa frustração? Realmente escutamos o que se diz ou respondemos imediatamente sem nem deixar a pessoa terminar?

Quando comecei a passar tempo com amigos indígenas uma das primeiras coisas que aprendi foi não fazer perguntas. Com alguns mestres chineses de Tai Chi foi igual. Na hora de surgir uma pergunta observa, diziam. Outro me disse: “Aprende a viver as tuas perguntas em vez de falar-as. Não joga fora o tesouro que brota dentro!”

Em muitos caminhos iniciáticos as perguntas não se fazem ao outro, se fazem a nos mesmos. Se respondem com a atenção e não com opiniões. E se fazem com a atenção prestada para as coisas iniciais: prestando atenção ao fogo, à agua, a algo tão simples como a maneira de cortar uma cebola.

Poucos fomos criados assim: fazemos perguntas todo o tempo e muitas vezes fazemos outra pergunta na hora da pessoa só ter começado a sua resposta à primeira pergunta.

“Sim,” falei, “aquelas maquinas se estragam muito rápido se não são de boa qualidade.”

“Certo, e o que você acha que poderia fazer por enquanto porque realmente preciso picar 5 kg de cebola HOJE!”

“Quer saber de verdade o esta só expressando a sua frustração?”

“Não! Quero uma solução.”

“Vai soar esquisito mas tem um jeito de picar cebola, sabe? Faz muitos anos fiquei surpreso quando um amigo francês me ensinou como picar cebola. Primeiro tive que permitir a possibilidade que talvez tinha algo por aprender do uso da faca e eu tinha desde os meus 6 anos de idade cozinhando. Aquele amigo vinha a minha casa para comer a minha comida duas ou três vezes por semana! Gostava muito da minha comida. Mas tinha coisas para me ensinar para facilitar aquilo.”

“Você esta sugerindo que eu não saiba como picar cebola?!” perguntou com algo de indignação no tono.

“Que saiba ou não saiba picar cebola é para você saber. E você quem diz que cansa de picar cebola. E você quem faz a pergunta. E para você saber se só quer jogar a tua frustração fora ou se realmente pode imaginar que a tua pergunta pode te levar a outras possibilidades. Para isso tem que escutar e abrir os olhos. É muito simples.”

“Ta.”

“Cada coisa na vida tem uma forma. Todo tem uma estrutura. E todo tem um desenho, que seja uma cebola, uma faca, as nossas mãos e o nosso corpo. E todo ato tem um resultado. Quando o encontro de cada estrutura seja de uma maneira que facilite o propósito que nós temos para esse encontro, com um mínimo de esforço conseguimos trabalhar desgastando um mínimo de energia e gerando um máximo de resultado. Trabalhamos coma natureza das coisas e não na sua contra. É simples. Cada faca esta desenhada para uma função específica. Cada verdura tem uma forma, tem propriedades, texturas, estruturas. No encontro da faca com a verdura ha um relacionamento entre estas estruturas e esse encontro tem um custo energético para nos. A tua queixa é o custo que o seu uso da sua faca com a cebola tem do jeito que você faz. Todo oficio e toda profissão tem a sua ferramenta e o profissional na medida de conhece, respeita e aproveita o desenho preciso da sua ferramenta. É igual com cozinhar. Podemos usar qualquer faca para cortar qualquer coisa mas alguma faca vai cumprir a função melhor do que outra, dependendo do que estejamos cortando. Podemos nos ofender ao aprender que não sabemos algo, ou podemos simplesmente observar e aprender o que não sabíamos e realizar-nos no aprendizado. A energia e o tempo liberado serão nosso para curtir graças à nossa nova habilidade. A questão não é se nós sabemos ou não sabemos algo. A questão é se somos capazes de ver, aprender e agir no favor da nossa energia vital e da nossa capacidade na hora de alguém nos mostrar algo que pedimos.”

“Bom, me ensina?”

Ensinei para ela o desenho e o uso da faca de cozinheiro. Ficou maravilhada que algo tão simples, sem esforço e eficaz seja possível com uma faca, e que já varias vezes que eu propus lhe ensinar como usar uma faca não quis aprender.

Confessões de um idiota

Quando comecei o meu aprendizado com  Rockman, muitas vezes me sentia idiota. Não gostava daquela sensação. Ele passou quatro anos me dizendo quase a mesma coisa. Eu passei quatro anos fazendo quase as mesmas perguntas.

Porque me sentia idiota?

É muito simples: porque ERA idiota. “Idiota” é uma palavra que usamos sem apreciar o seu sentido. Pensamos que “idiota” é uma palavra ofensiva e reagimos às palavras em função de se gostamos ou não gostamos delas. Ignoramos quase por completo o seu sentido, é dizer, o que apontam na realidade.

“Idiota” é uma palavra fantástica quando se entende desde o seu sentido. Posso te garantir que não só era idiota, mas que ainda estou sujeito aos meus hábitos de fazer idiotezes! Não é algo ruim. É algo limitante e natural ao mesmo tempo. Se queremos deixar de ser idiota, primeiro temos que entender o sentido de “idiota”.

O que é um idiota? O sentido da palavra idiota é precisamente a pessoa que só percebe as coisas desde as suas ideias e sem abrir os olhos para simplesmente ver e conectar com as realidades das coisas. Literalmente é alguém que só tem referencia em ele mesmo, um ensimesmado. O contrario de ser idiota é usar os nossos sentidos para achar o sentido até das perguntas que fazemos todo o tempo, até com coisas tão básicas e iniciais como “como posso cortar uma cebola?” É mudar de perceber ao mundo desde a “ótica própria” a começar a ver ao mundo com a “ótica real,” os nossos sentidos. Logo podemos até começar a perceber que as outras pessoas também têm “ótica própria” e muitas vezes sem usar a sua “ótica real” mas a sua percepção fica sendo igual de “real” para eles como a nossa “ótica própria” era para nos, até abrir os olhos.

O propósito da educação iniciática não é nos “fazer uns iniciados.” É nos ajudar a desenvolver a habilidade de NOS levar aos inícios dos nossos propósitos e apreciar a natureza do que nós estamos fazendo e vivendo, com o que o esta fazendo e como podemos descobrir as realidades de as nossas abordagens com a vida.

Quando comecei a aprender com Rockman ele nunca me diz que não sabia picar cebola. Ele me diz que o que ele tinha para me ensinar era ver, ouvir e me mover, “três coisas que você nunca fez!” afirmou ele. Imagina! Segundo o Rockman eu nem sabia ver, ouvir ou me mover.

Já tive umas experiências que me ajudaram a entender o que ele me dizia. Já sabia que era certo, mas ainda não sabia quanto certo era. Ia aprender. Mas o primeiro passo naquele aprendizado só podia se dar na hora de eu imaginar que talvez nem sabia ver.

O mundo esta cheio de mulheres e de homens cansados de passar horas por dia preparando comida para as suas famílias. 99% deles não sabem usar uma faca e não sabem picar uma cebola. Mas passam até horas todos os dias usando faca e picando todo tipo de coisa. E 99% deles vão ser muito ofendidos com qualquer pessoa que lhes diga que beneficiariam em aprender usar uma faca ou picar cebola. Posso te dizer por ter trabalhado do lado deles. Tenho desde os seis anos de idade preparando comida. Quando aprendi a cozinhar e a usar uma faca, descobri que podia fazer comidas gostosas, nutritivas e saudáveis com 10 minutos de preparação ativa. O resto era só deixar esquentar. Mas para muitos dos meus amigos preparar uma comida implica 45 minutos na cozinha. Se cansam. Se queixam. Querem comer no restaurante ou comer uma comida na rua. E para eles “cozinhar é assim, cansa.” Quase a vida toda é assim: cansa.

E não é só a cebola ou a cozinha. É todo. Escuta o que tão comumente dizemos: “A vida é dura. O ser humano estraga todo, não respeita, não cuida.”

A sabedoria, a arte e o prazer nos espera na cebola que picamos todos os dias. Mas preferimos buscar sabedoria no Tibete, e com povos exóticos, teorias místicas e todo tipo de ilusões que nos permitam evitar a naturezas das cebolas das nossa vidas.

Procuramos uma “iniciação.” Não imaginamos que a ver-dadeira iniciação nos espera nas realidades iniciais que tocamos todos os dias e atos tão simples como ver, ouvir e nos mover.

Este artigo no é só para você pensar nele. É para você se levar ao seu aprendizado iniciático. A iniciação ver-dadeira vem de você. Quer provar?

Primeiro pica uma cebola do jeito que você usa agora. Se puder, grave um vídeo de você fazendo isso.

Logo, procura um cozinheiro profissional, formado desde os inícios da cozinha e tendo trabalhado em restaurantes embaixo de outros chefes de cozinha. Pede que ele ou ela te ensine o uso da faca e paga ele (sim! troca valor para o seu conhecimento e valoriza-o) para te ensinar as formas e as funções das facas que usam os cozinheiros e para que te ensine como picar cebola e outras verduras. Posso te garantir que você vai aproveitar a lição para o resto da sua vida. Vai curtir pelo menos 5 vezes mais estar cozinhando, vai ter melhor saúde, vai comer melhor, vai ter mais tempo livre e vai aprender coisas aplicáveis no resto da sua vida.

Após aprender e praticar um mês, grave outro vídeo de você picando cebola sabendo usar a faca. Toma nota do tempo que você usa, da facilidade que tem, da calma nos seus gestos.

Logo pendura uma rede no sol e contempla. Entra na sua iniciação e considera que uma coisa tão simples, tão comummente considerado até menosprezável como picar uma cebola ou outras verduras pode ser feito de um jeito desagradável e cansativo, ou pode ser feito de um jeito gostoso, luminoso, eficaz, artístico, relaxado num quinto do tempo, com 5 vezes mais prazer. Quantas coisas na sua vida, consideradas banais, de todos os dias, estão iguais: nunca considerados, nunca realmente encontrados?

Quantas coisas não seriam iguais?

 

Posso te garantir que na hora de olhar a nossa vida aberta e atentamente, vamos descobrir que a vida de cada um de nos esta cheia de um monte de detalhes ignorados. Quando desenvolvemos a nossa capacidade de nos levar aos inícios das coisas, iremos descobrindo maravilhas dentro das coisas que “todo o mundo sabe” sem realmente ter saboreado ou explorado a fundo e desde os seus inícios.

Quem seja realmente curioso e corajoso bem logo vai começar a questionar todo aquilo que “todo o mundo sabe,” todas as afirmações não-examinadas que populam as nossas mentes e limitam as nossas possibilidades, como se as possibilidades estiveram fora das nossas capacidades, de criar, de descobrir, de inventar, de nos capacitar.

A sua viagem até os seus inícios é a única que realmente tenha a possibilidade de fazer uma diferença na sua vida. Você é a única pessoa capaz de desenvolver a capacidade de fazer esta diferença no lugar de esperar que outro a faça para você.

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